Que loucura. Nunca fui do tipo que fala "como tempo passou rápido!". Sempre, desde criança, gosto de pensar e perceber como o tempo é relativo. Um mesmo dia que para uns passa correndo cheio de afazeres e emoções, para outros se arrasta no tédio ou na falta do que fazer. É certo que, considerando a relatividade do tempo, quanto mais se vive, mais parece que o tempo passa, os dias ficam mais curtos considerando quantos já foram vividos... os últimos dois anos foram turbulentos aqui. Teve muita coisa acontecendo, acho que só agora minha cabeça coloca tudo no lugar para ver de fora. Teve dia passando arrastado esperando notícia, teve dia passando rápido com tanta coisa para fazer no trabalho, nos estudos. Teve ansiedade pelo meu casamento e toda a sua preparação, parece que nunca chega, ao mesmo tempo que parecia que estava logo ali. E 2022 foi muito melhor do que 2021. Encontrei um exercício físico que gosto, planejei um casamento e me casei, comecei a rezar mais e cultivar o e...
Hoje faz exatamente um ano que a Unicamp, universidade onde faço meu mestrado, entrou em quarentena e eu, junto com ela. E cá estamos exatamente um ano (bissexto, por isso 366 dias) depois. No dia 12 de março de 2020 eu achei que seriam apenas 15 dias, que talvez não fosse tão assim (ok, no fundo eu imaginava, mas não queria acreditar), e que em abril tudo estaria de volta ao normal. Eu já tinha agenda para praticamente todos os dias da próxima semana, a Unicamp é uma universidade que tem palestras acontecendo numa frequência absurda, e eu também tinha muita coisa para estudar. Eu estava na empolgação de começo, estava em Campinas há menos de 15 dias. Fiquei feliz e triste. Feliz porque adiantei a viagem para visitar meu namorado. Triste por motivos óbvios: incerteza e sem assimilar direito o que estava acontecendo. Por uma semana eu fiquei com meu namorado, e as coisas foram só piorando. A viagem que eu tinha marcada para Paraty com minha família também foi desmarcada....
Tenho feito algumas abstinências alimentares nesses últimos dias, por motivos religiosos, lê-se por abstinência "moderação". Para fazer essa moderação tenho que estar atenta ao que como e quando como, e percebi que estava me alimentando no automático. Coloquei-me em uma rotina de disciplina que há muito não tinha, principalmente desde o começo da pandemia, quando foram embora as rotinas de horários de trabalho fora de casa. E em casa eu faço quando quero, mas a falta de rotina, para mim, alimenta a falta de atenção em mim. Não preciso me preocupar com a hora de acordar e de dormir, ou com a hora de comer, já que eu faço o meu horário. Com o jejum percebi que estava comendo por ansiedade e compulsão muitas das vezes, e a disciplina de não comer a todo momento que tenho vontade é angustiante no começo, mas libertadora, pois pouco a pouco me LIBERTO da necessidade de descontar sentimentos na comida. Para me livrar também do pensamento tentador de "preciso descontar em algo...
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